Saiba os desafios das escolas brasileiras bilíngues

Nos últimos anos, a globalização transformou o inglês no idioma universal para a comunicação entre os países. A proficiência no idioma se tornou necessária para diferentes áreas como; mercado de trabalho, turismo, cultura, tecnologia, entre outras.  Levando em consideração a importância deste idioma em nosso dia a dia, muitas instituições de ensino têm buscado a internacionalização do ensino, se adaptando ao modelo de educação bilíngue.

Atualmente, a instituição que quiser ser reconhecida pelo ensino bilíngue, precisará seguir alguns critérios. De acordo com (Parecer CEE/PR 26/12), as escolas devem auxiliar os alunos para que possam desenvolver as seguintes competências:

  1. Consiga usar a 2ª língua (estrangeira) “no ambiente social e acadêmico”;
  2. Tenha “capacidade de ler e compreender diferentes gêneros textuais e diferentes tipos de textos”;
  3. “Consiga escrever sobre temas conhecidos de maneira extensa e demonstre habilidade para usar recursos estilísticos […] comunicando-se com clareza”;
  4. Estabeleça interculturalidade – “conexões entre sua cultura e a cultura do outro, desenvolvendo habilidades e atitudes de aproximação e interação com o meio diverso”.

Além disso, para que a escola esteja apta a oferecer o serviço de ensino bilíngue, é necessário observar os documentos necessários para atender os seguintes critérios:

I- Apresentar Matriz Curricular com carga horária de no mínimo 800 (oitocentas) horas-aula, com, no mínimo, 200 (duzentos) dias letivos, com disciplinas da Base Nacional Comum Curricular e Parte Diversificada, obrigatórias, ministradas na língua portuguesa e complementadas por outra carga horária que contemple a necessidade de ensino da língua estrangeira adotada;

II- Ter o Planejamento Pedagógico expresso a Matriz Curricular que demonstre todas as disciplinas conforme a LDB e as Diretrizes Curriculares Nacionais próprias à etapa de ensino pretendida e as demais etapas necessárias no intento do ensino bilíngue, proposta pela instituição;

III- Possuir um ambiente que favoreça a imersão na língua e nas culturas nacional e estrangeira;

IV- Oferecer oportunidades de intercâmbio aos docentes e discentes mediante sedes existentes e/ou convênios firmados no exterior;

V- Participar das entidades que promovem e estudam o bilinguismo;

VI- Possuir um corpo docente brasileiro com a devida habilitação para as disciplinas que lecionem, e docentes com habilitação ou proficiência na língua estrangeira adotada, neste caso com certificação que a comprove;

VII -Valorizar o pluralismo de ideias e culturas.

Sendo assim, a escola bilíngue deve buscar a proficiência da língua estrangeira eleita na grade curricular da escola, ou seja, o aluno deve dominar a língua portuguesa e a língua estrangeira eleita para ser certificada.

Além disso, de acordo com alguns estudiosos, o ideal, embora nem sempre seja possível, é que todos os professores tenham conhecimento das duas línguas adotadas pela escola e, assim, utilizem as línguas em salas de aula. Pois somente assim, o professor conseguirá entender melhor as práticas bilíngues de seus alunos e intervir para ajudá-los a avançar nos estudos.

Esta prática é necessária, para que ao final do curso os alunos possam receber a certificação de proficiência da língua estrangeira. Para isso, a instituição deve participar das entidades que promovam e estudam o bilinguismo.

Por: Dr. Ricardo Furtado, Consultor jurídico educacional, tributário e humanista.


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